18 fevereiro 2015

Reira Seriwaza - Photoshoot

Oi, gente!
Como passaram a semana?
Me dei uma semana de férias do laboratório e estou trabalhando louca e insanamente na Morgana.
Atá agora está tudo okey. Vamos ver se consigo seguir assim, né?
O post dessa semana é sobre o ensaio que fiz com a Reira.
As fotos foram tiradas pelo Julio que veio de Araraquara fazer um ensaio com o pessoal de São Carlos.
Julio é sempre lindo.
Encontrei vários conhecidos durante o ensaio lá na UFSCar.

Andando pelo caminho perto da escada, percebi que é um local perfeito para as fotos de League of Legends, e pretendo levar a Ahri lá, para fotografar assim que refizer as partes que não gostei.
Já deixei combinado com o Julio e vamos fotografar assim que tudo estiver certinho.



Que falar dessa Reira, né?
É um cosplay meio de infância pra mim, porque Nana foi um mangá que me marcou bastante na adolescência.
Eu li na época em que passei meus maiores perrengues na vida, então eu conseguia entender os sentimentos de praticamente todos os personagens nas suas complexidades individuais.
Eu nunca vi vilões em Nana, eu só via pessoas com histórias diferentes tentando seguir em frente. As vezes os caminhos se cruzavam e alguém saia machucado, mas eu nunca consegui culpar ninguém realmente ali.


A Reira sempre foi muito especial pra mim, por algum motivo único.
Eu gostava muito mais dela do que gostava da própria Nana.
A Nana sempre foi muito forte em vários aspectos, mas eu sempre vi muita fraqueza nela.
As pessoas sempre levavam a Nana como um exemplo de mulher a se seguir, e eu só conseguir olhar pra ela e ver o quão triste e infeliz era ela. O quanto ela sofria e o quanto ela fraquejava em todos os momentos. Acho que nunca quis ser como a Nana, porque por mais que ela tentasse seguir em frente, pra mim, ela nunca saia do lugar.
Acho que esse é o maior motivo de eu nunca ter feito coleção dos mangás. A Nana sempre teve uma história muito fodida, não era o tipo de história que eu gosto de guardar pra mim.


A Reira sempre foi complicada desde o começo, porque ela era muito doce e carente no meio de um ninho de serpentes.
Eu sempre vi com tanta tristeza, o fato de que ela era cercada de homens e mesmo assim, procurava em um garoto companhia nas horas difíceis.
A Reira sempre seguiu em frente na minha cabeça, ela sofria nos momentos tristes e no dia seguinte estava em pé fazendo o que tinha que fazer.
A Reira foi uma personagem que eu NUNCA tive pena, nunca me passou a ideia de que tinha um fardo pesado demais pra carregar, como a Nana tinha na minha cabeça. A Nana sempre me dava a impressão que ia ruir a qualquer momento. Que se não tivesse apoio ia cair e quebrar em mil pedaços e nunca mais se reconstruir.
A  Reira sempre aguentou as porradas e seguia em frente. Eu sempre entendi mais a Reira do que entendia a Nana.
Eu sempre me identifiquei mais com ela no mangá

.
Vestir ela foi como uma passagem pra mim.
Eu não entendo realmente o porquê, mas teve um significado muito especial, mesmo sendo um cosplay tão simples e feito tão rápido.
Acho que foi um dos cosplays que mais gostei de ter feito no ano passado.
Me deu uma satisfação muito esquisita, mas que espero ter novamente nos meus cosplays desse ano.
Acho que como minha lista ficou mais restrita, fazer personagens que sou tão conectadas me dá uma sensação bem diferente.



Achei as fotos muito bonitas pelo Julio.
Sai meio descabelada em todas, mas faz parte, né?
Na minha cabeça o cabelo da Reira é essa coisa doida, mas acho que a ideia da autora deve ter sido algo diferente, né?
Não é possível que ela tenha feito um cabelo tão estranho assim pra uma super cantora.
Sei lá, acho que nunca vou entender bem os designs e o senso estético da Ai Yazawa.

Bom, o post dessa semana é isso.
Espero que tenham tido um bom Carnaval.
Passei em casa fazendo cosplay, claro. Porque é isso que eu faço nas minhas horas livres felizes.
Esse post de Reira tem um toque meio nostálgico pra mim, só me faz lembrar de épocas escuras da minha vida.
Vou enterrar esse cosplay, pra ver se funciona enterrar esses sentimentos esquisitos juntos.
Quem sabe não é uma passagem na vida que estou precisando fazer, né?

Nossa, ficou meio introspectivo esse post, mas vou deixar ele exatamente como escrevi originalmente, porque faz bastante parte de mim, esse tipo de coisa do nada.
Beijos e boa semana para todos!

2 comentários:

  1. Pensa em uma pessoa (eu) vomitando arco-iris loucamente desde quando vc anunciou o projeto ?! NANA é vida <3, não tem como não amar .(A Stéh deveria fazer Osaki, slá porque sempre penso nela como model) Di, vc ficou perfeita , captou a essência da Reira ,as fotos ficaram legais demais. Sobre a profundidade dos personagens eu sempre levei a sério uns pontos de personificação humana que tinha ali, me identifico com tantos ali (os mais sofridos, quase mulher de malandro PKSAPOASKSAPO ),MAS hachi é sempre a que me cai melhor ,slá,é aquele envolto de querer acreditar no mundo e se ferrar '-'. Hm, vc já leu as outras obras dela? se sim ou não , em Paradise Kiss acho que vc se encontraria na protagonista, ela bem interessante de se ver.

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    1. Ai Foox, seu fofo!
      Nana é muita paixão na vida, né? Nunca conheci alguém que leu e não se envolveu de alguma forma.
      Muito obrigada! A Reira era uma personagem que queria muito muito muito fazer mesmo. Fiquei feliz por ter conseguido.
      Foi uma satisfação bem peculiar.
      Eu nunca me identifiquei com a Hachi, mas entendo ela muito bem em vários aspectos, sempre gosto de pensar que as coisas darão certo pra ela no fim.

      Sim, ai Parakiss é uma lindeza única, quero muito fazer a Miwako em breve. Sou muito apaixonada <3
      Acho que mesmo não gostando da estética da Ai, eu sempre gosto das histórias dela, a mulher escreve muito bem, personagens muito interessantes. <3

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